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Conheça as regras e proibições de pesca no rio Grande durante a Piracema

A Polícia Militar do Meio Ambiente, de Sacramento, divulgou esta semana informativo sobre a proibição de pesca na bacia do rio Grande, durante o período da piracema, que vai de novembro de 2013 até 28 de fevereiro de 2014.

Neste período é proibido:

- capturar, portar e transportar espécies nativas da bacia do Rio Grande;
- nas lagoas marginais;
- a menos de 500 metros das confluências e desembocaduras de rios, lagoas, canais e tubulação de esgoto;
- a menos de 1.500 metros a montante e jusante das barragens de reservatórios das Usinas Hidrelétricas;
- a menos de 1.500 metros a montante e jusante de corredeiras e cachoeiras;
- com utilização de arbalete ou arpão (pesca subaquática);
- com utilização de redes, tarrafas, espinhel, pinda, anzol de galha, jequi, galão, cavalinho, caçador, joão bobo, ou quaisquer aparelhos fixos;
- com utilização de animais aquáticos, excetuando dessa proibição os peixes vivos de ocorrência natural da bacia hidrográfica, oriundos de criações, acompanhados de nota fiscal ou nota de produtor;

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:

- para o pescador amador ou profissional a cota é 3 Kg mais um exemplar, mediante apresentação da licença ou autorização do órgão competente, por dia ou jornada de pesca, somente das espécies não nativas (alóctones e exóticas) e híbridos, (mesmo para o pescador profissional a captura é exclusivamente para consumo familiar, sendo proibida a comercialização dos peixes capturados durante o período de defeso), sendo assim esta permitido a pesca na bacia do Rio Grande das seguintes espécies: Apaiari; Bagre-Africano; Carpa (todas as espécies); Corvina; Peixe Rei; Sardinha de Água Doce; Piranha Preta; Tilápia; Tucunaré e Zoiudo.
- está permitido nos reservatórios das Usinas Hidrelétricas a pesca desembarcada e embarcada com utilização de linha de mão e anzol simples, com uma farpa, vara ou caniço simples, molinete e carretilha, chumbadas e encastol, iscas artificiais e naturais, sendo vedado a prática da técnica da lambada.
- Somente nas iscas artificiais é permitido emprego de anzol tipo garatéia.
- Os materiais de pesca apreendidos em decorrência do não cumprimento das normas estabelecidas, não serão restituídos, cabendo ao órgão competente a sua destinação final, em cumprimento a Lei n o 9.605/98.

Mais informações pelo telefone: (34) 3351-4833.

Fonte: Portaria nº 156/2011 do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

PIRACEMA

É o movimento dos cardumes de peixe que nadam rio acima, contra a correnteza, para realizar a desova no período de reprodução. A palavra vem do tupi e significa algo como "saída de peixes", como os índios descreviam esse fenômeno que ocorre com milhares de espécies no mundo inteiro. Na maior parte do Brasil, a piracema coincide com o período das chuvas de verão. "Quando a temperatura da água e do ar esquenta e o nível do rio sobe em até 5 metros, os peixes percebem que é hora de vencer a correnteza para se reproduzirem. Junto à cabeceira dos rios, a chance de sobrevivência dos recém-nascidos é maior", afirma o biólogo Geraldo Barbieri, do Instituto de Pesca de São Paulo, entidade do governo estadual. O ponto de partida é o chamado lar de alimentação, onde os peixes encontram comida suficiente para sobreviver na maior parte do ano.

Fonte: Mundo Estranho - Editora Abril